Eai, gente? (se é que tem alguém lendo...) Então, eu queria colocar um personagem como mascote, mas não consegui achar nenhum pet parecido com a nova personagem do capitulo (se acharem algum me avisam?). De modo que nossa nova mascote é a Lulu
Bem, eu sou a aprendiz do mago
superior, prazer.
Me lembro de quando ele morreu. Pouco tempo depois, Alexandre
chegou, e eu dei a noticia. Sim, eu era aquela garotinha de olhos avermelhados.
Respirei fundo, andando pelos corredores
da “Casa do dragão” que é como chamam o lugar onde os lideres da comunidade se reúnem.
Eu tinha treinado para isso por anos, me aperfeiçoei em magia para seguir os passos
do mago superior e sempre soube que esse seria o primeiro passo, então por que o
nervosismo?
Palavras que consolam. A verdade é
que tudo sempre pareceu muito distante, agora que acabaram os dias “tranquilos”
de treinamento tudo parece muito estranho.
Me aproximei da sala das reuniões.
Mordi os lábios de leve e mexi no cabelo. Droga, hiperatividade agora não, por favor.
Ouvi uma voz dizendo algo como “O
que você quer na massa?” ou algo do tipo, mas não entendi a resposta.
Me sentia muito mal e antes de entrar,
por algum motivo resolvi fazer aquele antigo gesto de proteção: Uma mão em garra
na frente do coração. Que foi? Não posso ser fã de mitologia grega?
Coincidência ou não, me lembrei
que o mago superior uma vez me dissera: “Eu me divirto com o modo que a realeza
é facilmente influenciada, basta pose, lábia e um pouco de poder, quem o tiver,
terá a realeza na palma da mão”
Comecei a sorrir. Poder? Certo. Pose?
Não preciso nem de esforço. Lábia? Vamos descobrir
Ao entrar muitos olhos se voltaram
para mim, e eu ouvi alguns sussurros, provavelmente por causa da minha idade. Esqueci
de dizer não é? Eu tenho 13 anos. Pigarreei para calar algumas bocas e falei com
um ar de... Como direi? Um ar da realeza.
― Senhor Alexandro,
pensei que seria bem tratada em uma corte.
― Hã... ― Tenho que admitir: Eu estava me controlando para não rir ― desculpe senhora... Senhorita, mas você é meio jovem...
― Sei disso.
― dei um meio-sorriso
― Meu treinamento começou muito cedo senhor,
meu avô queria que nossa família continuasse como a protetora dessa dimensão.
― Claro. ― ele também sorriu, mas eu sabia que não fazia idéia do que eu
estava falando ― Seu avô era muito sábio. Diga-me,
qual se nome?
― Ester
― Ester. ― Ele parecia avaliar o nome. ― claro,
pois seus poderes provem das estrelas ― ele estava
tentando dar uma de sabichão. Eu acho. Não deu muito certo.
― Na verdade
não.
A cara dele não teve preço.
― Hã... Bem...
Desculpe, é que não fomos notificados sobre muita coisa sobre isso
Meus poderes são abrangentes ― falei secamente ― Mas principalmente...
O frio
― Certo. Eu irei
chamar alguém para lhe mostrar seus aposentos.
Sozinha, no meu quarto, me deitei
e ri. Esse lugar vai ser divertido.
Eu sei, eu sei, muitas pessoas vão
achar que eu estava usando o Alexandro, mas ele certamente seria o tipo que não
me levaria a sério, eu apenas mostrei do que era capaz
Peguei da minha mala uma foto minha
há três anos, eu tinha dez, estava sentada com um garoto de cinco anos no colo,
ele era meu irmão, João Pedro, tinha olhos negros, como eu, cabelo também escuro,
a maior diferença entre nós era que ele tinha uma pele ligeiramente bronzeada, enquanto
a minha, é e sempre foi pálida. Uma gatinha de pelo ruivo claro e porte médio
estava fraternalmente encostada em nós, era Perlla, uma gata mágica, falante, telecinesista
e telepata. Do outro lado, estava Carlos, um garoto de cabelo escuro, olhos castanhos
e um jeito animado. Carlos... Ele era só um garoto normal, não entendia magia, não
era um tipo heróico, mas nós éramos mais que amigos. Droga, por que eu tinha que
ser chamada justamente quando ele tomou coragem para algo sério?
Respirei fundo e controlei a vontade
de chorar. Eu não podia ser fraca. Meu avô... Ele me deu uma missão aqui.
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